Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 6.600 vezes em 2015. Se fosse um comboio, eram precisas 6 viagens para que toda gente o visitasse.

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Nota Pública Democracia e Direitos Humanos

Nota Pública
Democracia e Direitos Humanos
Entidades da Sociedade Civil Organizada que compõem o  Conselho Nacional de Combate à discriminação e Promoção dos Direitos LGBT

As entidades da sociedade civil organizada que compõem o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – CNCD/LGBT – reunidas no dia 18 de setembro de 2015, em Brasília – DF,  vem a público demonstrar sua preocupação com o atual cenário político, expresso contundentemente pelo acirramento da crise política, assim como pelo aumento de diferentes coalizões entre forças reacionárias e conservadoras que tentam incessantemente interromper e aniquilar a  consolidação de nosso país como sendo um Estado Democrático e de Direitos.

As entidades integrantes do CNCD/LGBT compreendemque estas coalizões, sobretudo aquelas que fazem parte da Câmara Legislativa Federal, vêm tentando burlar a Constituição Federal de 1988 a partir da tramitação de Projetos de Lei e os PEC que se encontram tramitando naquela Casa que buscam a retirada de direitos civis, políticos e sociais já conquistados; o recrudescimento de atitudes de discriminação, preconceito e perseguição de certas populações e partidos políticos, perpetradas, de forma violenta e com requintes de crueldade,  por grupos e setores  reacionários,  como finalidade principal de impedir que a Presidenta Dilma Rousseff, eleita, seguindo as regras democráticas vigentes, para seu segundo mandato, com maioria dos votos e, portanto, por vontade do povo brasileiro.

Não podemos esquecer que a população LGBT brasileira foi especialmente perseguida durante o regime de ditadura militar. Pois, além da lutaem defesa do retorno da Democracia no Brasil, a população LGBT também foicaçada e torturada impiedosamente em razão da orientação sexual e da identidade de gênero destoante da máxima da moral e bons costumes exigida pelos ditadores e torturadores.

Na última década houve avanços importantes na agenda de defesa e promoção de direitos da população LGBT, como forma de reparação das omissões e do silêncio do país para com a população LGBT:

  • Em 2003, por decreto presidencial foram criadas as secretarias de Direitos Humanos, de Igualdade Racial e de Políticas para Mulheres com a finalidade de transversalizarem temas de grande importância para a retomadas da agenda de direitos das populações que sofriam diretamente os efeitos do machismo, do sexismo, da homofobia, lesbofobia e a transfobia;
  • Em 2004 foi criado o Programa Brasil sem Homofobia e em 2008, a Presidência da República do Brasil, convocou a primeira Conferência Nacional LGBT domundo, contando com a presença do Presidente da República. Esta Conferência teve como resultado a elaboração do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, frutodo diálogo entre governo e sociedade civil organizada;
  • Em 2009 a Lei nº 11.958, de 26 de junho deste ano, cria institucionalmente a Coordenação-Geral de Políticas Públicas para LGBT, no âmbito da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que, consequentemente, contribuiu pela consolidação das deliberações da I Conferência Nacional LGBT, promovendo diálogo intersetorial entre os diferentes ministérios do governo federal e ampliando ações de defesa e promoção dos direitos da população LGBT em níveis estaduais e municipais;
  • Em 2011 foi publicado o decreto de criação do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT, consolidando uma das principais diretrizes da Constituição Brasileira: a participação social na elaboração e acompanhamento das políticas públicas. Nessa perspectiva, este CNCD/LGBT foi protagonista da elaboração das seguintes resoluções em prol dos direitos da população LGBT: RESOLUÇÃO N° 12, DE 16 DE JANEIRO DE 2015 que Estabelece parâmetros para a garantia das condições de acesso e permanência de pessoas travestis e transexuais – e todas aquelas que tenham sua identidade de gênero não-reconhecida em diferentes espaços sociais – nos sistemas e instituições de ensino, formulando orientações quanto ao reconhecimento institucional da identidade de gênero e sua operacionalização. RESOLUÇÃO N° 11, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2014: Estabelece parâmetros para a inclusão dos itens “orientação sexual”, “identidade de gênero” e “nome social” nos boletins de ocorrência emitidos pelas autoridades policiais no Brasil. RESOLUÇÃO CONJUNTA Nº 1, DE 15 DE ABRIL DE 2014: Estabelece parâmetros de acolhimento de LGBT em privação de liberdade no Brasil. (Resolução conjunta com o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária);
  • Avanços significativos também marcaram a atuação do Poder Judiciário. Em maio de 2011 a Suprema Corte brasileira aprovou, por unanimidade, o reconhecimento das uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, que resultou ainda na Resolução do Conselho Nacional de Justiça em que determina a todos os cartórios do país a conversão das uniões estáveis homoafetivas em casamentos, quando solicitado.

Ressaltamos também que, recentemente, o Brasil conquistou, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a proibição da doação de empresas privadas às campanhas eleitorais, cumprindo dessa forma, um importante compromisso da campanha eleitoral da Presidenta Dilma, no sentido de instituir e defender medidas de combate à corrupção, entendendo ainda que tal prática contribuía no desequilíbrio do processo democrático, pois legitimavam o poder econômico nas eleições.

Nesse sentido, as entidades da sociedade civil organizada do CNCD/LGBT conclamam a toda a sociedade brasileira e especialmente a população LGBT para lutarem, no sentido republicano da palavra, pelo fortalecimento do país como Estado Democrático de Direito e pela manutenção do status de Ministério da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, pasta que abriga a condução da defesa e promoção de direitos de LGBT, assim como da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, sendo esses espaços de conquistas históricas dos movimentos sociais que fortalecem a luta contra as desigualdades e pela dignidade humana.

Assinam esta Nota,

  • Articulação Brasileira de Lésbicas – ABL
  • Associação dos Estudos da Homocultura – ABEH
  • Associação Brasileira de Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – AGBGLT
  • Associação Nacional de Travestis e Transexuais – ANTRA
  • Articulação Brasileira de Gays – ARTGAY
  • Articulação Brasileira de Jovens Gays – ARTGAY JOVEM
  • Conselho Federal de Serviço Social – CFESS
  • Central de Movimentos Populares – CMP
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE
  • Central Única dos Trabalhadores – CUT
  • Fórum Nacional de Juventude Negra – FONAJUNE
  • Liga Brasileira de Lésbicas – LBL
  • Ordem dos Advogados do Brasil – OAB
  • Rede Nacional de Negras e Negros Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais -Rede Afro
  • Rede Nacional de Pessoas Trans – Rede Trans Brasil

By TEM

Lurdinha Rodrigues e alguns Amig@s em alguns momentos…

lurdinha e amigos

NOTA DE PESAR…

São Paulo, fevereiro de 2015.

 

OBSERVATÓRIO A MULHERA família de Rosângela Rigo e de Lurdinha Rodrigues somos nós.

Não que lhes faltasse família biológica, amorosa e presente.

Mas é que criamos laços tão fortes, que nos sentimos, todas, uma só e grande família.

Uma família de guerreiras.

Batalhando num mesmo front, ou em fronts diversos

Que os abririam o caminho,

Rumo a um mundo mais justo, igualitário, sem exclusões ou preconceitos.

Um mundo mais íntegro, de pares, de iguais – embora distintas, e ímpares –

e cada qual focando um ângulo de nossa diversidade .

Diversidade, pluralidade, equidade – como gostamos de recitar.

Distintas, específicas, diversas, mas focando a superação das diversas injustiças

Para nos levar mais perto de um mundo justo, de pessoas

Iguais nos direitos, iguais nas oportunidades, iguais no respeito e na qualidade de vida.

Rosângela  e Lurdinha fizeram conosco uma boa parte do caminho.

Abriram brechas, nos multiplicando os caminhos de acesso

Derrubaram cercas de preconceito

Ensinaram novos conceitos

Sonharam conosco uma nova realidade.

Agora se foram. Junto com a Célia Maria, uma outra amiga batalhadora.

Foram se juntar a uma miríade de estrelas que nos ombrearam na abertura do caminho

E que agora nos iluminam o caminho nas noites escuras.

Foram se juntar à Cida Kopcack, à Miriam Botassi, à Beth Lobo, à Regina Stella, à Heleieth Saffioti, à Rose Marie Muraro  e tantas mais que se foram, nos deixando o seu legado.

A nossas amigas e companheiras Rosângela Rigo e Lurdinha Rodrigues, o nosso muito obrigadas, pelo tanto que fizeram, pelo tanto que nos mostraram, pelo tanto de legado que nos deixam.

Sabemos agora que, “sem socialismo não há feminismo” mas que também “sem feminismo, não há socialismo”, como gostava de reafirmar Rosângela Rigo. E sabemos também que as mulheres têm que ser igualmente respeitadas em toda a sua diversidade, e que têm direito a todas as opções e orientações.

Companheira Rosângela Rigo – Rô – você está presente, hoje e sempre!

Companheira Lurdinha – você está presente, hoje e sempre!

Companheira Célia Maria – presente!

 Observatório da Mulher:

Beth Feijó

Cleide Alves dos Santos

Eliane Kalmus

Haidi Jarschel

Joana Duarte

Maria José Alves

Mana (Maria Stella)

Maristela Bizarro

Miriam Leirias

Rachel Moreno

Sonia Alves Calió

Tereza Verardo

NOTA DE PESAR

COLETIVO FEMINISTA CLASSISTA “ANA MONTENEGRO”

coletivo BilO COLETIVO FEMINISTA CLASSISTA “ ANA MONTENEGRO” vem, pela presente nota lamentar profundamente a morte das feministas, acima, a saber, Rosângela Rigo e Lurdinha Rodrigues, duas companheiras de luta que perderam suas vidas neste último sábado,  vítimas de acidente automobilístico  fatal em estrada do interior da Bahia. Com elas  estava ,Célia que também faleceu. Foram anos juntas desde a década de oitenta numa trajetória intensa de lutas, no Movimento Feminista com Lurdinha, à frente da fundação da Liga Brasileira de Lésbicas e Rosângela na sua incansável luta na questão da violência contra a mulher.

Nas nossas andanças e cheganças do ativismo feminista com Lurdinha estivemos no “Oito de Março de SP”  nos Fóruns Sociais Mundiais, na luta pela Liga e na Rede Mulher e Mídia no embate pela democratização dos meios de comunicação. Com Rosângela, foram anos indo de Sampa a  Campinas , numa incansável batalha na luta por um mundo sem violência para as mulheres. Ambas eram militantes do PT, Lurdinha ocupando o cargo de Coordenadora Geral da Diversidade Sexual na Secretaria de Politicas para as mulheres (SPM) da Presidência da República, mas originariamente trabalhadora da indústria têxtil e militante sindical e Rosângela era secretária de articulação institucional e Ações Temáticas (SAIAT) advinda do Movimento Feminista.

          Expressamos ainda nosso pesar às famílias dessas bravas companheiras de militância feminista.

Fevereiro\2015

NOTA DE PESAR DA LIGA BRASILEIRA DE LÉSBICAS SÃO PAULO (LBL/SP)

A Liga Brasileira de Lésbicas (LBL-SP), de Norte a Sul, está de luto pelo falecimento brutal de Maria de Lourdes Rodrigues – a nossa “Lurdinha Rodrigues”, que juntamente com as militantes Rosângela Rigo e Celinha perderam suas vidas neste sábado vítimas de acidente fatal em estrada do interior da Bahia.
Em 2003, em Porto Alegre, durante o Fórum Social Mundial, mulheres lésbicas e bissexuais, feministas e revolucionárias, se juntaram para construir a Liga Brasileira de Lésbicas. Lurdinha era uma dessas mulheres. Ela acreditava que outro mundo é possível. E já vinha de uma trajetória política marcada por grandes, importantes e inestimáveis contribuições políticas para diversas lutas. A LBL se fortaleceu com sua presença em inúmeros espaços e corações de companheiras que conviveram com ela; enfrentando debates políticos, lutas sociais e até mesmo em amizades e amores lesbianos compartilhados. Uma pessoa polêmica, uma pessoa inesquecível, uma liderança marcante, uma mulher de jeito cearense e sedutor. Uma militante/ativista proativa e determinada, que não mediu esforços, inclusive financeiros, pra levar adiante nossas questões, pautando-as com a garra de uma feminista e a sensibilidade de uma socióloga, amante, guerreira.
Lurdinha encontrava-se afastada da LBL, da qual era articuladora nacional. Estava exercendo cargo de Coordenadora Geral da Diversidade Sexual na Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República. Militante desde a juventude no Movimento sindical, quando trabalhava na Indústria têxtil, dedicou-se às causas dos Direitos Humanos, ao Feminismo e ao Movimento Lésbico. Atuou no Conselho Nacional de Saúde e lutou pela Democratização da Mídia. Mas foi no movimento lésbico-feminista que Lurdinha, sem deixar de lado suas contradições, melhor expressou sua ousadia.
Lurdinha, companheira, os sonhos que sonhamos juntas não serão em vão! Nossa luta continua e sempre valerá a pena, ontem, hoje e amanhã.
A Liga Brasileira de Lésbicas – LBLSP lamenta seu falecimento expressa seu pesar à família de Lurdinha, Rosangela e Celinha.
São Paulo, 16 de fevereiro de 2015.

NOTA DE PESAR LIGA BRASILEIRA DE LÉSBICAS – LBL

Luto Ainda sob o impacto da terrível notícia, do acidente fatal da nossa companheira Lurdinha Rodrigues e das militantes feministas, que com ela viajavam, Rosangela Rigo e Célia Maria, pedimos licença para externar a nossa dor.
Mais uma vez, o trânsito infernal, vitimou agora, em pleno Carnaval, nossas companheiras e com isso, se foram mais de 30 anos de construção, solidária, socialista e feminista.
Estamos do Norte ao Sul do País, juntando os cacos, que ainda sobraram e é preciso refazer os sentimentos, utilizar a razão, a racionalidade, mas neste momento, ainda é difícil!
Então, agradecemos todas as manifestações de carinho e de solidariedade, que o movimento social tem nos oferecido, nas redes sociais, nos telefonemas, nos recados deixados em nossas páginas, demonstrando que a nossa luta é uma só!
Replicamos aqui uma entrevista que ela concedeu, e que ainda, precisamos continuar na luta, por ela, por nós, por todas!
“A sigla LGBTs – lésbicas, gays, bissexuais, travestis,
transexuais e transgêneros – é afirmação e
conquista. Essa sigla só foi possível pelo esforço
dos movimentos homossexuais em tornar visível e
orgulhosa essa população.
Desde o ano 2000, há tentativas de incluir nas Convenções
Coletivas de Trabalho demandas LGBTs, sendo
a principal delas o enfrentamento das discriminações.
Em algumas categorias de trabalhadores houve mais
avanços do que em outras, mas ainda falta muito. As
empresas também precisam perceber que as lésbicas
sofrem uma discriminação dupla: por serem mulheres
e por serem homossexuais. Também é bem-vinda
uma atenção especial às travestis, aos transexuais e
transgêneros, ainda bastante marginalizados.”
Fonte: Revista Incluir
Lurdinha Rodrigues, Articuladora Nacional da LBL
LURDINHA RODRIGUES, Presente!
Articulação Nacional da LBL
Brasil
16 de fevereiro de 2015

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