Lurdinha Rodrigues e alguns Amig@s em alguns momentos…

lurdinha e amigos

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NOTA DE PESAR…

São Paulo, fevereiro de 2015.

 

OBSERVATÓRIO A MULHERA família de Rosângela Rigo e de Lurdinha Rodrigues somos nós.

Não que lhes faltasse família biológica, amorosa e presente.

Mas é que criamos laços tão fortes, que nos sentimos, todas, uma só e grande família.

Uma família de guerreiras.

Batalhando num mesmo front, ou em fronts diversos

Que os abririam o caminho,

Rumo a um mundo mais justo, igualitário, sem exclusões ou preconceitos.

Um mundo mais íntegro, de pares, de iguais – embora distintas, e ímpares –

e cada qual focando um ângulo de nossa diversidade .

Diversidade, pluralidade, equidade – como gostamos de recitar.

Distintas, específicas, diversas, mas focando a superação das diversas injustiças

Para nos levar mais perto de um mundo justo, de pessoas

Iguais nos direitos, iguais nas oportunidades, iguais no respeito e na qualidade de vida.

Rosângela  e Lurdinha fizeram conosco uma boa parte do caminho.

Abriram brechas, nos multiplicando os caminhos de acesso

Derrubaram cercas de preconceito

Ensinaram novos conceitos

Sonharam conosco uma nova realidade.

Agora se foram. Junto com a Célia Maria, uma outra amiga batalhadora.

Foram se juntar a uma miríade de estrelas que nos ombrearam na abertura do caminho

E que agora nos iluminam o caminho nas noites escuras.

Foram se juntar à Cida Kopcack, à Miriam Botassi, à Beth Lobo, à Regina Stella, à Heleieth Saffioti, à Rose Marie Muraro  e tantas mais que se foram, nos deixando o seu legado.

A nossas amigas e companheiras Rosângela Rigo e Lurdinha Rodrigues, o nosso muito obrigadas, pelo tanto que fizeram, pelo tanto que nos mostraram, pelo tanto de legado que nos deixam.

Sabemos agora que, “sem socialismo não há feminismo” mas que também “sem feminismo, não há socialismo”, como gostava de reafirmar Rosângela Rigo. E sabemos também que as mulheres têm que ser igualmente respeitadas em toda a sua diversidade, e que têm direito a todas as opções e orientações.

Companheira Rosângela Rigo – Rô – você está presente, hoje e sempre!

Companheira Lurdinha – você está presente, hoje e sempre!

Companheira Célia Maria – presente!

 Observatório da Mulher:

Beth Feijó

Cleide Alves dos Santos

Eliane Kalmus

Haidi Jarschel

Joana Duarte

Maria José Alves

Mana (Maria Stella)

Maristela Bizarro

Miriam Leirias

Rachel Moreno

Sonia Alves Calió

Tereza Verardo

NOTA DE PESAR

COLETIVO FEMINISTA CLASSISTA “ANA MONTENEGRO”

coletivo BilO COLETIVO FEMINISTA CLASSISTA “ ANA MONTENEGRO” vem, pela presente nota lamentar profundamente a morte das feministas, acima, a saber, Rosângela Rigo e Lurdinha Rodrigues, duas companheiras de luta que perderam suas vidas neste último sábado,  vítimas de acidente automobilístico  fatal em estrada do interior da Bahia. Com elas  estava ,Célia que também faleceu. Foram anos juntas desde a década de oitenta numa trajetória intensa de lutas, no Movimento Feminista com Lurdinha, à frente da fundação da Liga Brasileira de Lésbicas e Rosângela na sua incansável luta na questão da violência contra a mulher.

Nas nossas andanças e cheganças do ativismo feminista com Lurdinha estivemos no “Oito de Março de SP”  nos Fóruns Sociais Mundiais, na luta pela Liga e na Rede Mulher e Mídia no embate pela democratização dos meios de comunicação. Com Rosângela, foram anos indo de Sampa a  Campinas , numa incansável batalha na luta por um mundo sem violência para as mulheres. Ambas eram militantes do PT, Lurdinha ocupando o cargo de Coordenadora Geral da Diversidade Sexual na Secretaria de Politicas para as mulheres (SPM) da Presidência da República, mas originariamente trabalhadora da indústria têxtil e militante sindical e Rosângela era secretária de articulação institucional e Ações Temáticas (SAIAT) advinda do Movimento Feminista.

          Expressamos ainda nosso pesar às famílias dessas bravas companheiras de militância feminista.

Fevereiro\2015

NOTA DE PESAR DA LIGA BRASILEIRA DE LÉSBICAS SÃO PAULO (LBL/SP)

A Liga Brasileira de Lésbicas (LBL-SP), de Norte a Sul, está de luto pelo falecimento brutal de Maria de Lourdes Rodrigues – a nossa “Lurdinha Rodrigues”, que juntamente com as militantes Rosângela Rigo e Celinha perderam suas vidas neste sábado vítimas de acidente fatal em estrada do interior da Bahia.
Em 2003, em Porto Alegre, durante o Fórum Social Mundial, mulheres lésbicas e bissexuais, feministas e revolucionárias, se juntaram para construir a Liga Brasileira de Lésbicas. Lurdinha era uma dessas mulheres. Ela acreditava que outro mundo é possível. E já vinha de uma trajetória política marcada por grandes, importantes e inestimáveis contribuições políticas para diversas lutas. A LBL se fortaleceu com sua presença em inúmeros espaços e corações de companheiras que conviveram com ela; enfrentando debates políticos, lutas sociais e até mesmo em amizades e amores lesbianos compartilhados. Uma pessoa polêmica, uma pessoa inesquecível, uma liderança marcante, uma mulher de jeito cearense e sedutor. Uma militante/ativista proativa e determinada, que não mediu esforços, inclusive financeiros, pra levar adiante nossas questões, pautando-as com a garra de uma feminista e a sensibilidade de uma socióloga, amante, guerreira.
Lurdinha encontrava-se afastada da LBL, da qual era articuladora nacional. Estava exercendo cargo de Coordenadora Geral da Diversidade Sexual na Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República. Militante desde a juventude no Movimento sindical, quando trabalhava na Indústria têxtil, dedicou-se às causas dos Direitos Humanos, ao Feminismo e ao Movimento Lésbico. Atuou no Conselho Nacional de Saúde e lutou pela Democratização da Mídia. Mas foi no movimento lésbico-feminista que Lurdinha, sem deixar de lado suas contradições, melhor expressou sua ousadia.
Lurdinha, companheira, os sonhos que sonhamos juntas não serão em vão! Nossa luta continua e sempre valerá a pena, ontem, hoje e amanhã.
A Liga Brasileira de Lésbicas – LBLSP lamenta seu falecimento expressa seu pesar à família de Lurdinha, Rosangela e Celinha.
São Paulo, 16 de fevereiro de 2015.

NOTA DE PESAR LIGA BRASILEIRA DE LÉSBICAS – LBL

Luto Ainda sob o impacto da terrível notícia, do acidente fatal da nossa companheira Lurdinha Rodrigues e das militantes feministas, que com ela viajavam, Rosangela Rigo e Célia Maria, pedimos licença para externar a nossa dor.
Mais uma vez, o trânsito infernal, vitimou agora, em pleno Carnaval, nossas companheiras e com isso, se foram mais de 30 anos de construção, solidária, socialista e feminista.
Estamos do Norte ao Sul do País, juntando os cacos, que ainda sobraram e é preciso refazer os sentimentos, utilizar a razão, a racionalidade, mas neste momento, ainda é difícil!
Então, agradecemos todas as manifestações de carinho e de solidariedade, que o movimento social tem nos oferecido, nas redes sociais, nos telefonemas, nos recados deixados em nossas páginas, demonstrando que a nossa luta é uma só!
Replicamos aqui uma entrevista que ela concedeu, e que ainda, precisamos continuar na luta, por ela, por nós, por todas!
“A sigla LGBTs – lésbicas, gays, bissexuais, travestis,
transexuais e transgêneros – é afirmação e
conquista. Essa sigla só foi possível pelo esforço
dos movimentos homossexuais em tornar visível e
orgulhosa essa população.
Desde o ano 2000, há tentativas de incluir nas Convenções
Coletivas de Trabalho demandas LGBTs, sendo
a principal delas o enfrentamento das discriminações.
Em algumas categorias de trabalhadores houve mais
avanços do que em outras, mas ainda falta muito. As
empresas também precisam perceber que as lésbicas
sofrem uma discriminação dupla: por serem mulheres
e por serem homossexuais. Também é bem-vinda
uma atenção especial às travestis, aos transexuais e
transgêneros, ainda bastante marginalizados.”
Fonte: Revista Incluir
Lurdinha Rodrigues, Articuladora Nacional da LBL
LURDINHA RODRIGUES, Presente!
Articulação Nacional da LBL
Brasil
16 de fevereiro de 2015

Movimentos sociais lançam carta de repúdio a cobertura da imprensa nos casos de violência contra as mulheres

CARTA ABERTA À IMPRENSA

João Pessoa, 27 de junho de 2012

Prezados/as,

Vimos, através desta carta, manifestar nosso repúdio à maneira que a imprensa tem noticiado os casos de violência contra a mulher no estado da Paraíba, em particular, sobre as imagens utilizadas para ilustrar as matérias.

Não podemos aceitar a maneira que as mulheres estão sendo expostas pela mídia, o que acreditamos reforçar ainda mais esta violência a que somos submetidas no dia a dia. Entendemos que tais imagens, com corpos mutilados, sem roupas, com tarja nos olhos, entre outras, reforçam a humilhação das vítimas, no que diz respeito aos crimes de caráter machista ou de violência de gênero, e estimulam ou ao menos recompensam aqueles que os cometeram. A humilhação da vítima, seja para lavar a honra, seja para obter prazer (no caso dos estupros) é sim, e não podemos calar quanto a isso, um dos motivos que levam seus algozes a cometê-los.

A imprensa também colabora com a ideia de que a mulher precisa ser “protegida”, fazendo com que a sociedade insista na falsa ideia da fragilidade inerente ao nosso gênero.

Precisamos sim, ser protegidas, mas não por homens e pelo comportamento “correto”, que em muitos textos é reforçado como uma espécie de redutor da violência contra as mulheres, e sim por leis, igualdade e justiça. Também pelos veículos de imprensa, que têm que divulgar, sim, a violência contra a mulher, que vem alcançando índices alarmantes nos últimos anos.

Frisamos: só em 2012, 73 mulheres foram mortas na Paraíba, segundo dados oficiais divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Mas, lembrando, que a mídia é formadora de opinião, identidades e valores, e, portanto, deve prezar pela ética, respeito à dignidade humana, e às leis que regem este país, fazendo valer a sua responsabilidade social.
Insistimos que não é preciso recorrer à comunicação do grotesco para informar qualquer fato. Além das imagens, a imprensa da Paraíba tem produzido textos que reforçam a discriminação contra a população pobre, principalmente, quando noticiam mortes que supostamente podem estar relacionadas ao tráfico de drogas, ligando a morte das mulheres ao tráfico e, subjetivamente, afirmando que “ela deveria morrer, pois significava um problema para a sociedade”. A apuração dos fatos, ouvir TODOS os lados envolvidos nos acontecimentos é lição básica que aprendemos na universidade e que não podemos esquecer.

No dia em que a professora universitária, Briggída Lourenço, foi assassinada, alguns veículos de comunicação da Paraíba veicularam imagens dela morta, deitada de costas no chão de seu apartamento e de Elizabeth de Lima dos Santos, que foi assassinada em Mamanguape. Tais imagens violam a privacidade e a integridade das vítimas e em nada contribuem para a denúncia da violência contra a mulher! Reforçamos: ÉTICA DEVE FAZER PARTE DO FAZER JORNALÍSTICO! A profissão tem um Código de Ética que deve ser observado e colocado em prática!

O uso destas imagens viola o artigo 5º, parágrafo X, da Constituição Federal que diz: “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”; e ainda, no mesmo artigo, parágrafo V: “é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além de indenização por dano material, moral ou à imagem”. Só para citar uma das diversas legislações brasileiras que preveem responsabilidades aos órgãos que violarem a imagem da pessoa.

Entendemos que qualquer continuidade nessa linha de jornalismo, que consideramos sensacionalista e ineficaz, além de ferir os nossos esforços na mudança e conscientização da população acerca dos crimes de gênero, como uma atitude a ser denunciada e combatida.

ASSINAM:

Marcha das Vadias – PB
Cunhã – Coletivo Feminista/PB
Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na Paraíba
Coletivo Feminista Teimosia/PB
Ilê Mulher – Porto Alegre/RS
Rede de Mulheres em Comunicação
Grupo de Mulheres Negras Nzinga Mbandi/SP
Associação de Mulheres Flor de Maio
Grupo de Mulheres Negras Saltenses
Associação de Mulheres Negras Acotirene
Associação de Mulheres de Araras/SP
Movimento Pela Saúde dos Povos/PHM Brasil
Rede de Mulheres em Articulação na Paraíba
Sandra Vasconcelos – jornalista
Frente Feminista do Levante
Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL)
Letícia Fernandes Resck – atriz e feminista independente
Centro de Ação Cultural – CENTRAC
Observatório da Mulher
Associação das Trabalhadoras Domésticas de Campina Grande – PB
Coletivo Feminino Plural
ELAS POR ELAS – VOZES E AÇÕES DAS MULHERES/SP
– MCTP – MOVIMENTO NACIONAL CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS/SP
Fórum Nacional de Mulheres Negras
CEN – Coletivo de Entidades Negras
Sandra Muñoz – feminista
Eunice Gutman – Via TV Mulher
Sulamita Esteliam, jornalista e escritora
blogue A Tal Mineira – Recife-PE
O Geledés – Instituto da Mulher Negra
Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras
Jeanice Dias Ramos, jornalista, Porto Alegre/ RS
Tatiane Scherrer – Orçamentista Grafica – Limeira/SP
Terezinha Vicente – Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada
Associação Cultural e Recreativa ANO AZUL /PB
Bloco do Universo feminino AS ANJINHAS /PB

MOBILIZAÇÃO – PARTICIPE

BEM MULHER – DIREITOS E DIVERSIDADES está realizando uma mobilização para coletas de 10 mil assinaturas de apoio ao FUNCIONAMENTO 24H DA DELEGACIA DA MULHER DE CAMPO GRANDE, INCLUSIVE FINAIS DE SEMANA E FERIADOS conforme previsto nas Normas Técnicas de Padronização das DEAM – Delegacias Especializadas de Atendimento a Mulher da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres. Este dispositivo é indispensável para a diminuição da violência contra a mulher em nosso município. 

Atualmente a Delegacia da Mulher de Campo Grande funciona apenas de segunda a sexta das 8h às 18h e a maioria dos crimes de violência a mulher ocorrem no período noturno e nos finais de semana.

PARTICIPE DA MOBILIZAÇÃO! CLIQUE NA IMAGEM E ASSINE!!!

Contato:
(67) 9104-8982
Cristiane Duarte

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