MANIFESTO DA LIGA BRASILEIRA DE LÉSBICAS – LBL

MANIFESTO DA LIGA BRASILEIRA DE LÉSBICAS

Nós, militantes da Liga Brasileira de Lésbicas – Expressão do movimento social, de âmbito nacional, que se constitui como espaço autônomo e não institucional de articulação política, anticapitalista, anti-racista, não lesbofóbica e não homofóbica e de articulação temática de mulheres lésbicas e bissexuais, pela garantia efetiva e cotidiana da livre orientação e expressão afetivo-sexual, vimos a público expressar nossa indignação com os casos de homofobia que vem ocorrendo nas Universidades Brasileiras. Em 14 de abril, circulou pelas redes sociais um caso de lesbofobia acontecido na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Agora a região nordeste registra um caso de transfobia acontecido na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Não podemos nos calar diante desses acontecimentos, somos uma rede em movimento pela eliminação de todas as formas de violência, dentro e fora das universidades. Acreditamos no potencial revolucionário das universidades e dos demais espaços de formação. Acreditamos e investimos na educação como trilhas de empoderamento. Queremos que haja apuração dos casos. Queremos medidas punitivas e preparativas. Esperamos que a Reitoria dessas universidades se posicione e que a justiça seja feita. Chega de violência nas universidades. Queremos uma sociedade que não faça da sexualidade uma marca da desigualdade. Quem se cala diante da violência é conivente com ela Expressamos nossa solidariedade à jovem de 17 anos que foi estuprada em festa de estudantes da UFJF e a travesti doutoranda do Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais/UFRN e participante ativa do Núcleo Interdisciplinar Tirésias/UFRN, impedida de usar o banheiro feminino da Universidade. Arquivo.

Liga Brasileira de Lésbicas – LBL

http://lblnordeste.wordpress.com/

http://lblrs.blogspot.com.br/

http://ligabrasileiradelesbicaspr.blogspot.com.br/

http://ligalesbicasp.blogspot.com/

Vídeos das Conferências LGBT e de Mulheres

(copiar e colar o link em um browser)

http://youtu.be/VKGEtd9QfGs – Dilma reafirma existência da SPM

http://youtu.be/lJR43WmlnRc – Reunião das lésbicas

http://youtu.be/LaqJv9gzVgE – Tambores de Safo: este deixei para visualização apenas para quem tem o Link até as meninas autorizarem a deixar público ou pedirem que eu exclua…. aguardo poscionamento.

OBS: Os vídeos foram feitos pelo celular, portanto, a qualidade de resolução não está profissional.

Fonte: http://grupolamce.blogspot.com

BASTA DE HOMOFOBIA

Abaixo-assinado por políticas públicas contra a homofobia, por uma escola sem homofobia e pela criminalização da homofobia, apoie essa árdua luta acessando AQUI (arquivo zip), baixe o arquivo, preencha e envie através do endereço eletrônico: presidencia@abglt.org.br (formulário com os dados digitados).

Fonte: http://www.abglt.org.br/port/ecampanhas.php

II Seminário Enlaçando Sexualidades

De 04 a 06 de setembro de 2011, no Centro de Convenções da Bahia, o Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidades Diadorim/UNEB em conjunto com o Doutorado Multi-institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento e o Programa de Pós Graduação em Crítica Cultural (UNEB) realizam o II Seminário Enlaçando Sexualidades. O Enlaçando Sexualidades busca reunir pesquisador@s, professor@s, estudantes e integrantes dos movimentos sociais, que discutam sobre a(s) sexualidade(s) transversalizando-a com as diferentes áreas do saber. Neste ano, os eixos do Enlaçando giram em torno das áreas de Direito, Relações Etnorraciais, Educação, Trabalho, Reprodução, Diversidade Sexual, Comunicação e Cultura, e se desdobram em 14 Enlaces Temáticos. Enlace 1: Comunicação e artes; Enlace 2: Migração e Poder Enlace 3: Educação Enlace 4: Homoculturas, Releituras do Cânone Literário e Mediações Críticas Enlace 5: Movimentos Sociais e Políticas Públicas Enlace 6: A produção artística de autoria feminina: escrita de mulher em foco Enlace 7: Homossexualidade – cultura, política e violência Enlace 8: Relações Etnorraciais e Religiosidade Enlace 9: Cidades, Espaço, Sociabilidades e Territorialidades Enlace 10: Saúde, Reprodução e Direitos Sexuais Enlace 11: Pessoas com Deficiência, Direitos e Invisibilidades Enlace 12: Corpos, Identidades, Feminilidades e Masculinidades Enlace 13: A Heteronormativade e o Racismo na Produção da Violência de Gênero contra a Mulher Enlace 14: Direitos e Diversidade Sexual Para mais informações, acesse o site www.ses2011.uneb.br!

CONVOCATÓRIA 6ª MOSTRA CINEMA E DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA DO SUL Evento que celebra o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul dedica-se a apresentar filmes sul-americanos que discutem temas atuais de direitos humanos no nosso continente. Realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira / Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras, em 2010, foi apresentada em 20 capitais brasileiras: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Teresina, circuito que tem se ampliado a cada edição. A curadoria é de Francisco Cesar Filho e a programação compreende uma seleção de filmes contemporâneos, que desde 2008 são também escolhidos por meio de chamada pública, além de uma retrospectiva histórica, homenagens e programas especiais. Em suas recentes edições, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul promoveu homenagens ao projeto brasileiro Vídeo nas Aldeias e aos argentinos Cine Ojo (produtora) e Ricardo Darín (ator). Nas três últimas edições as retrospectivas históricas tiveram por tema “infância e juventude”, “iguais na diferença” e “direito à memória e à verdade”. CONVOCATÓRIA: Prevista para os meses de outubro e novembro de 2011, a 6a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul abre chamada para receber trabalhos audiovisuais para análise de sua curadoria. O evento é voltado a obras realizadas em países da América do Sul finalizadas a partir de 2008 cujo conteúdo contemple aspectos relacionados aos direitos humanos. Não há restrição quanto à duração, gênero ou suporte de captação/finalização. As exibições serão em suporte digital. A Mostra não é competitiva, no entanto as obras mais votadas pelo publico serão contempladas com o Prêmio-Aquisição TV Brasil nas categorias curta, média e longa-metragem.

A ficha de inscrição deve ser preenchida e enviada para a organização da Mostra através do site www.cinedireitoshumanos.org.br. Cópias em DVD acompanhadas de sinopse, foto, ficha técnica e contato devem ser encaminhadas até 31 de maio de 2011 para:

  6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Cinemateca Brasileira

Largo Senador Raul Cardoso, 207

04021-070 São Paulo/SP

 

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones

+55 11 3512-6111
+55 11 3512-6111 – ramal 211
contato@cinedireitoshumanos.org.br
www.cinedireitoshumanos.org.br

II Grito da Diversidade LGBT

2 grito

IDAHO – DIA INTERNACIONAL CONTRA HOMOFOBIA

A Organização das Nações Unidas vai lançar, nos dias prévios ao IDAHO e pela primeira vez na história, um caderno que reune as posições oficiais da ONU sobre os Direitos Humanos relacionados a Orientação Sexual e Identidade de Gênero. O caderno será lançado através de um vídeo gravado pela Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay.

O Projeto Mundial Transrespeito vs Transfobia (TvT) vai publicar em seu website, no Dia Internacional Contra Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, um mapa interativo documentando mais de 550 assassinatos de pessoas trans desde 2008. 

Na Argentina, como em quase todos os países da América Latina, haverá ações públicas em apoio à Campanha CURAS QUE MATAM, incluindo exposição de obras artísticas, marchas, a entrega do manifesto da campanha a autoridades, lambe-lambe, festivais de cinema e muito mais.

 No Líbano, ativistas estão lançando um blog comunitário para coletar histórias de pessoas LGBT libanesas.

No Reino Unido haverá eventos por todos os países, incluindo um grupo de ativistas locais que irão à loja da Locals Espresso em Newry, Irlanda, para “Cantar contra a Homofobia”

No Japão, 17 cidades receberão iniciativas visando aumentar a consciência sobre homofobia e transfobia, incluindo um esforço da comunidade LGBT para mandar cartas em apoio às pessoas afetadas pelo tsunami e terremoto de 11 de março.

In the United States, several actions will take place including for the first time ever an event in Idaho commemorating IDAHO

Em 8 cidades da China haverá comemorações de IDAHO, muitas delas se juntarão a IGLHRC na projeção de “Courage Unfolds”, um documentário sobre os Direitos Humanos relacionados a Orientação Sexual e Identidade de Gênero (OSIG) 

Canada vai celebrar por todo o país, incluindo um requerimento específico aos governos locais, como por exemplo o de Toronto, que receberá uma demanda para que o Conselho Municipal seja mais inclusivo 

No Burundi, todos os grupos LGBT vão se unir a grupos de defesa dos Direitos Humanos para inaugurar o primeiro abrigo para pessoas LGBTs que foram expulsas de suas casas.  

Em Bangladesh, as organizações Boys of Bangladesh e BANDHU vão celebrar IDAHO juntas, como uma séria de conferências, filmes e discussões acerca dos aspectos legais de garantia de direitos LGBT dentro das Universidades, para aumentar o conhecimento sobre a questão da homofobia entre estudantes.

Mexico receberá extensas discussões intelectuais, debates e atividades ao largo do país para ressaltar os impactos da homofobia, lesbofobia e transfobia. Entre outras atividades, haverá uma caminhada/corrida de 5 Km contra a discriminação na Cidade do México. 

Hong Kong estará promovendo sua campanha “Born This Way” identificando formas de avançar em direitos nas suas comunidades afetadas pela homofobia e transfobia. 

No Kenya, organizações de todo o país estarão reunidas em Kisumu para organizar uma marcha de pessoas LGBT e trabalhadoras/es sexuais. O programa também inclui um treinamento de um dia inteiro para agentes policiais, operadores/as do Direito e profissionais de saúde, além de um show de moda.

Na Alemanha, a Federação de Lésbicas e Gays LSVD promove um passeio pelo centro de Mainz, no qual as pessoas serão convidadas a dar as mãos, abraçar-se e demonstrar o cuidado com suas crianças. 

Mais uma vez, o grupo cristão pro-gay “Changing Attitude Ireland” (Irlanda) organiza um dia de serviços especiais nas Igrejas em Dublin, Cork e Belfast, no domingo 15 de maio para marcar o IDAHO. 

O grupo de trabalhadoras e trabalhadores nas Nações Unidas, GLOBE, realiza uma série de atividades de conscientização para educar os membros da comunidade ONU sobre questões relacionadas aos direitos humanos, orientação sexual e identidade de gênero.

Se a você ou sua organização está planejando algo para o Dia Internacional contra  a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, ou mesmo que não esteja, gostaríamos de te lembrar que há algumas coisas simples que se podem fazer, e que contribuiriam muito para a luta global contra a homofobia, lesbofobia e transfobia:

1) Apoie os grupos na América Latina em sua luta contra as influencias negativas do dogmatismo religioso, assinando o manifesto da campanha “Curas que Matam” em http://www.dayagainsthomophobia.org/-Campanha-CURAS-QUE-MATAM-Uma-vida,141-

2) Envie uma contribuição para a campanha “Eu Sou Assim” em http://www.dayagainsthomophobia.org/-Campanha-As-I-Am-Eu-Sou-Assim,166-
Faça um vídeo curto, uma arte ou uma foto, ou mesmo escreva um pequeno testemunho mostrando o que te faz uma pessoa única. Espalhe a notícia da campanha para todos os seus contatos pedindo a eles e elas que também contribuam. A campanha pretende criar uma galeria global das expressões da nossa diversidade e de nossa beleza. 

3) Poste as duas campanhas nos seu website ou no seu blog, como um chamado para as ações ao redor do Dia, e também no Dia em si.

4)  Divulgue amplamente o link para nossa página no Facebook e linke sua página FB à nossa: http://www.facebook.com/pages/International-Day-Against-Homophobia-and-Transphobia-the-Global-page/311565607947
Crie um evento pedindo a seus/suas fãs e amigxs para visitar o nosso site e tomar uma atitude no dia do IDAHO!

Tenham todos e todas um ótimo IDAHO !
Equipe IDAHO

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Joel Bedos
IDAHO Committee
International Day Against Homophobia and Transphobia
jbedos@dayagainsthomophobia.org
jbedos@idahomophobia.org
www.idahomophobia.org
www.dayagainsthomophobia.org

Relatório Rio sem Homofobia mostra raio-x do preconceito

Rio – Eleito em 2009 melhor destino gay do mundo pelo site TripOutTravel e pelo canal americano Logo, da MTV, o Rio tem estatísticas que em nada combinam com a imagem descolada e liberal que ganhou o mundo: estudo inédito feito entre julho de 2009 e novembro de 2010 contabiliza 48 registros por mês de crime presumidamente motivado por homofobia no estado todo.

Ao todo, são 776 registros. A capital lidera, com 485 casos (62,5%), e justo a Zona Sul, onde estão concentradas boates voltadas ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e onde é promovida anualmente a Parada LGBT de Copa, está no topo do ranking.

O levantamento, feito pelo Programa Rio Sem Homofobia, o governo do estado do Rio de Janeiro e secretarias de Segurança Pública e de Assistência Social e Direitos Humanos, mostrou que a delegacia recordista de boletins de agressão contra LGBT é a 14ª DP (Leblon). Lá estão concentrados 7% dos casos da cidade do Rio. A delegacia da Penha teve menos de um terço desse número e a de Bonsucesso, por exemplo, também não chegou à metade.

A 35ª DP (Campo Grande) e as Delegacias de Atendimento à Mulher estão na segunda posição, com 6,8% dos registros cada, seguidas pela 9ª DP (Catete), que engloba o bairro da Glória — onde há conhecido calçadão de prostituição — com 6,4% das ocorrências.

“A Zona Sul é onde há mais lugares com diversão para o público gay. O que preocupa é que, se há grande procura nas delegacias de lá, a vítima pode estar se sentindo inibida de fazer o registro no seu bairro de origem”, disse o superintendente estadual de Direitos Individuais, Coletivos e Difuso, Claudio Nascimento.

O mapa da homofobia no estado aponta que, dos 92 municípios, 42% tiveram alguma ocorrência de violência contra homossexuais notificada. Depois da capital, a Baixada Fluminense, com 15,1% dos casos, é onde há maior número de registros. Nessa região, Comendador Soares está no alto da lista, com 21,3% das situações levantadas.

“Esses dados mostram que a homofobia está presente em todo o estado. Esses números poderiam ser ainda maiores, se não fosse o medo. Queremos transformar um ciclo vicioso de impunidade num círculo virtuoso de cidadania”, explicou Nascimento.

Segundo o estudo, homens entre 30 e 39 anos são os que mais sofrem preconceito. Entre as lésbicas, as estudantes, donas de casas e comerciantes são os principais alvos. A maioria das ocorrências ocorre por injúria, ameaça e furto.

Para ler notícia completa clique aqui.

 

 

 

 

Gays são agredidos em novo caso na região da Paulista

Um estudante de 27 anos afirmou que ele e um amigo foram vítimas de mais um ataque homofóbico na região da Avenida Paulista, na madrugada de terça-feira, aniversário de São Paulo. Com esse, são pelo menos cinco casos desde 14 de novembro, quando quatro adolescentes e um jovem de 19 anos cometeram agressões na mesma avenida.

Por volta das 4 horas, Fábio (nome fictício) e o amigo caminhavam na Rua Peixoto Gomide, quase na esquina com a Rua Frei Caneca, quando ele levou uma garrafada no olho direito. O estudante conta que não viu os agressores se aproximarem. Ao tomar a garrafada, ouviu o amigo que o acompanhava gritando para que corresse. O outro rapaz levou um soco no peito e notou que um dos agressores tinha a cabeça raspada, outro tinha tatuagens, e que todo o grupo vestia roupas pretas – seriam skinheads.

 Fábio é homossexual e mora na zona oeste. Seu marido está na Alemanha, onde casaram – o país permite a união entre pessoas do mesmo sexo. Ele diz estar convicto de que o ataque teve motivação homofóbica porque as roupas que usa e a entonação da voz indicariam sua orientação sexual. Ele lamenta o fato e diz não compreender a motivação para agressões gratuitas como as que têm acontecido na região da Paulista. “Não sei se isso é estimulado por comportamento familiar, programas na TV… Não sei interpretar o que acontece na cabeça da pessoa para ter um comportamento desse tipo”, afirma.

 Após a agressão, Fábio correu para um posto de gasolina com sangramento no olho e no rosto. Foi nesse momento que o estudante teria, pela primeira vez naquele dia, o sentimento de desamparo. Não foi atendido pelos funcionários do posto quando pediu água e um pano para limpar a ferida.

 O amigo tentou ligar para a polícia, mas não foi atendido. Fábio então procurou a base móvel da Polícia Militar na Paulista, nas proximidades com a Rua Haddock Lobo. Ele se queixa que os policiais não chamaram reforço para tentar buscar os agressores. “Pelo jeito, pensaram que tinha sido uma briga de balada.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ativista gay é espancado até a morte em Uganda

 

O ativista dos direitos gays David Kato



 

David Kato vinha sofrendo ameaças de morte desde o ano passado

A polícia de Uganda confirmou nesta quinta-feira o assassinato de um ativista gay que no ano passado processou um jornal local que incitou o enforcamento de homossexuais.  David Kato, foi encontrado com ferimentos na cabeça em sua casa, na capital ugandense, Campala. A polícia disse que ainda está investigando as circunstâncias e não confirmou se o crime foi motivado pelo fato da vítima ser homossexual.

 O jornal processado, o Rolling Stone, publicou no ano passado as fotos de várias pessoas, inclusive Kato, que dizia serem gays sob o título “Enforque-os”.

 Atos homossexuais são considerados ilegais em Uganda, com pena prevista de até 14 anos na prisão.  Um deputado recentemente apresentou um projeto para tornar a punição mais severa, incluindo a pena de morte em alguns casos. Kato havia feito campanha contra o projeto, que provocou fortes críticas internacionais após ser apresentado.

 Segundo o correspondente da BBC em Uganda Kevin Mwachiro, não está claro se a morte de Kato estaria ligada à campanha do jornal Rolling Stone. O editor do Rolling Stone, Giles Muhame, disse à agência de notícias Reuters que condenava o assassinato e que o seu jornal não pediu o ataque aos gays.

 “Há muita violência, pode não ser porque ele era gay”, disse, afirmando que o jornal defende é que o governo enforque quem promove o homossexualismo.

O grupo Minorias Sexuais de Uganda, dirigido por Kato, disse que ele vinha recebendo ameaças desde que o Rolling Stone publicou sua foto, seu nome e seu endereço no ano passado.

 O diretor-executivo do grupo, Frank Mugisha, disse à BBC que ficou “arrasado” ao ouvir a notícia. “Estamos pedindo a todos os gays, lésbicas, bissexuais e transexuais de Uganda que tomem muito cuidado com sua segurança. Eles devem tomar mais precauções”, disse Mugisha, que pediu ainda que o governo ofereça proteção aos gays do país.

 A ONG internacional Human Rights Watch pediu uma investigação a fundo sobre o assassinato. “A morte de David Kato é uma perda trágica para a comunidade de direitos humanos”, disse Maria Burnett, representante da organização. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

 

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